LIFE - Assessoria e consultoria domiciliar

O que é? Referencial teórico e benefícios

É uma prática baseada nos princípios da inclusão social de pessoas com deficiência, transtornos do desenvolvimento e/ou que vivem em processo de exclusão impostos pela sociedade, seja ele em qualquer contexto social ou ocupacional. 

Esse programa tem como objetivo principal oferecer propostas concretas e objetivas que possam promover uma participação de qualidade para as crianças com deficiência, pensando nas suas ocupações próprias e nos contextos sociais que lhe são importantes (casa, escola e lazer).

Oferece o serviço de assessoria contínua, incluindo a observação, análise e prescrição de intervenção em todos os contextos que a criança com deficiência ou limitação funcional está inserida, sendo a casa, a escola e espaços da comunidade.

As intervenções com foco na família tem como objetivo dar suporte à dinâmica familiar e suas ocupações próprias, considerando o ambiente em que vivem e essa abordagem é capaz de influenciar, orientar e capacitar para os cuidados e os estímulos oferecidos cotidianamente pela família e/ou ambiente, consequentemente, impactar positivamente no desenvolvimento da criança (Ferreira RC, Alves CR, Guimarães MA, Menezes KK, Magalhães LC, 2019/2020).

Sendo assim, nossa linha central de intervenção é baseada no Modelo de intervenção CENTRADO NA FAMÍLIA e segundo ela, profissionais que atuam nessa filosofia devem ter como foco o trabalho transdisciplinar, envolvendo principalmente a família como ator principal na tomada de decisão e na responsabilização no processo de intervenções escolhidas para a criança. Para que tais características aconteçam são necessárias atuações principalmente na orientação e psicoeducação da família, incluindo o acolhimento das expectativas, com uma escuta ativa e buscando alternativas que potencializem os pontos fortes do grupo. 

Dessa forma, as intervenções escolhidas pelo Instituto Inclusão Eficiente, devem ter como foco o funcionamento da família e receber, de maneira personalizada, estratégias que possam se adequar ao grupo familiar de maneira que a criança receba atenção nas suas dificuldades de desenvolvimento através da sua própria rotina, a família seja orientada e passe a fazer parte de todos os processos.

Através da busca por trabalhar nos princípios da Prática Baseada na Família, o diretor do Instituto Inclusão Eficiente, Régis Nepomuceno, criou o LIFE (Laboral, Inclusão, Funcionalidade e Escolaridade), como um PROGRAMA DE INTERVENÇÃO DOMICILIAR E ESCOLAR, que deve ser criado de maneira individual e personalizada, baseado sempre nas demandas e objetivos dos clientes, considerando o indivíduo como pertencente a uma família com suas particularidades. Isso porque, cada vez mais, tem-se preconizado, em todos as dimensões da saúde e da educação, um acolhimento e atendimento personalizado aos sujeitos, independentemente de suas demandas (Lemos & cols, 2014). 

A palavra LIFE foi escolhida para representar os pilares que escolhemos na certeza de contemplar os mais abrangentes aspectos do ser humano, que são: 

L de Laboral: todo indivíduo tem seu papel funcional de trabalhador, sendo, dessa forma, incluído na sociedade conforme suas habilidades, escolhas, possibilidades e faixa etária. A palavra laboral está diretamente ligada à exploração da autonomia e independência das pessoas. As habilidades que pertencem ao mundo laboral são desenvolvidas desde a infância. A escola, por exemplo, apresenta-se como um espaço de ampla oportunidade de integração do sujeito com seus pares, desenvolvendo habilidades importantes relacionadas ao seu desenvolvimento social e cognitivo. Desta forma, preparando ainda o sujeito também para a atuação em âmbitos ocupacionais (Lemos & cols, 2014).  Ressalte-se, portanto, a importância da atividade ocupacional para o desenvolvimento da autonomia e identidade, repercutindo nas interações sociais e na integração com a sociedade e seu meio (Ribeiro et al, 2014).

I de Inclusão:  A proposta é atuar nas possibilidades de convivência, explorando as habilidades, dificuldades e mediando as interações e a participação em todos os meios importantes para o desenvolvimento da pessoa e de sua cultura familiar, podendo ser a família, a escola, o trabalho e a comunidade.  É amparada principalmente pela Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015), exigindo estratégias para planejamento de ações que sejam inclusivas e que favoreçam o processo de inserção dos sujeitos com deficiência no mercado de trabalho, nos espaços educacionais, e na comunidade de forma geral. Para tanto, necessita-se de suportes variados para o enfrentamento das barreiras que são impostas a estes sujeitos, de forma a favorecer o processo de inclusão de forma geral (Carvalho & Gonçalves, 2017; Peixinho & Kiefer, 2016).

F de Funcional: A funcionalidade de cada pessoa depende de suas habilidades de pensar e agir diante das possibilidades e dificuldades do cotidiano. Cada faixa etária apresenta desafios que são esperados em cada fase e importantes para a sequência de desenvolvimento, a funcionalidade está atrelada ao desempenho destes desafios e o funcionamento do indivíduo diante deles. Atualmente, se trata o tema de forma ainda mais robusta, considerando especialmente os paradigmas apresentados na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF (2001) e da Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015).  A visão de funcionalidade passa pelos aspectos biológicos, individuais e sociais, tendo em vista a relação dinâmica do indivíduo com o ambiente; devendo-se considerar especialmente as dificuldades nesse processo e as estratégias necessárias para o alcance efetivo da participação dos sujeitos com deficiências na sociedade (Santos, 2016).

E de Escolaridade: a escola representa um marco importante do desenvolvimento do indivíduo. É um espaço de participação social e desenvolvimento fundamental para as aprendizagens, não só do ponto de vista cognitivo, como também do ponto de vista das aprendizagens sociais. Cada vez mais se tem pensado nas políticas de inclusão escolar, de forma que os sujeitos com necessidades especiais possam receber educação formal de forma adequada, integrada e não discriminatória (Valentini & cols, 2016). As instituições, quando instruídas adequadamente, são capazes de participar do desenvolvimento global das crianças, possibilitando muito mais que aprendizados pedagógicos relacionados com a leitura, a escrita e a matemática, desenvolvendo capacidades que contribuirão para o exercício de uma vida plena.

Para o LIFE, é essencial que façamos práticas baseadas em intervenção e não estimulação, já que a intervenção é uma estimulação na medida certa, pontual e personalizada. Dessa forma, as práticas baseiam- se na lógica de mediar as experiências do sujeito, considerando dificultar e/ou facilitar e/ou auxiliar nas demandas cotidianas do mesmo, de sua família, e dos demais inseridos em seu contexto. Desta forma, objetiva-se potencializar e ampliar as habilidades existentes, além de favorecer a habilitação daquelas habilidades ainda não adquiridas. 

Mediar as experiências dos sujeitos, paradigma central do LIFE, de forma a favorecer o desenvolvimento potencial dos mesmos, é um conceito clássico, direcionado inicialmente por Vygostsky (1988), que defende a teoria de “Zona de Desenvolvimento Proximal”, em que sugere-se a importância de um mediador (um sujeito mais experiente) que possa favorecer o desenvolvimento potencial do sujeito, considerando inicialmente o seu desenvolvimento inicial (ou chamado real), com base especialmente em medidas qualitativas, geradas  a partir da observação dos progressos funcionais do sujeitos, ressaltando também as habilidades que cada sujeito é capaz de realizar sozinho. Tal mediador pode ser considerado de várias formas, desde um sujeito mais experiente, tal como um adulto, enquadrando-se aí por exemplo o acompanhante terapêutico (Silva & cols, 2016; Vygostsky, 1988; De Souza & cols, 2017), promovendo qualidade nas mediações e aproveitamento máximo das experiências envolvidas no contexto do sujeito.

Como funciona?

O programa é organizado exclusivamente pelos Assessores da Inclusão Eficiente, que estão constantemente analisando e adequando as estratégias de intervenção, juntamente com a família, de forma particular para cada cliente em processo de inclusão e desenvolvimento, considerando as diversas faixas etárias e etapas da vida, tais como os períodos escolar e ocupacional.

1- Contato de interesse: O primeiro contato com a família é feito por telefone e/ou ligação por vídeo, com a intenção de explicar o funcionamento da intervenção em casa e qual é a diferença entre atendimento terapêutico domiciliar e intervenção na rotina. 

2- Primeira reunião de assessoria, com duração de aproximadamente 3 horas, com o objetivo de fazer a primeira avaliação familiar e da criança de acordo com suas habilidades e dificuldades no contexto de casa.

3- Criação do projeto piloto para a intervenção domiciliar, de acordo com as observações da assessora, bem como dos relatos familiares, incluindo com prioridade as principais queixas da família.

4- Reunião com a família para análise do projeto e orientações para iniciá-lo, podendo envolver:

  • capacitação de acompanhante terapêutico e/ou familiares
  • organização da rotina
  • orientações sobre o brincar no dia a dia
  • exploração correta das tarefas do dia a dia da criança
  • orientações para atividades 
  • orientações para adequações e adaptações de recursos para casa, atividades e mobiliários
  •  orientações sobre demandas específicas que necessite de terapeutas fora da intervenção domiciliar
  • psicoeducação sobre temas relevantes que envolvam a deficiência, suas características, impactos no dia a dia e como a família pode ajudar
  • orientações sobre uso efetivo da comunicação alternativa e aumentativa
  • exploração de conteúdos escolares no dia a dia da família
  • orientações sobre o uso de recursos sensoriais no dia a dia 
  • orientações sobre condutas comportamentais no dia a dia (estimulação de comportamentos ‘adaptativos’ no dia a dia/sozinho e em conjunto)
  • orientações sobre convivência com irmãos e familiares
  • interação com adultos
  • exploração/participação de jogos e brincadeiras/simbolismo
  • estimulação da comunicação funcional
  • participação ativa nas tarefas do dia a dia (auto cuidado, alimentação e higiene)
  • participação em ambientes comunitários
  • exploração de habilidades de leitura e escrita (temas de casa e funcionalização da alfabetização)
  • exploração dos conceitos matemáticos e funcionalização das mesmas
  • vivências e experiências de comportamentos motores

5- Organização com a família sobre a continuidade da assessoria e os recursos a serem utilizados: 

  • whatsapp obrigatório por semana com devolutivas por áudios e vídeos sobre o projeto em vigor
  • online: mensalmente em uma reunião de aproximadamente 3 horas
  • presencial: trimestralmente

6- Agendamento com equipe escolar e demais profissionais da reabilitação para que possam ser feitos combinados que criem ligações desses contextos, priorizando objetivos e contextualizando todas as práticas. 

7- Na escola: oferecerá para a equipe escolar todos os suportes necessários para garantir a participação social e o aprendizado da criança no ambiente escolar e sala de aula. Dessa forma, a escola receberá assessoria e consultoria para todas as demandas existentes como por exemplo: auxílio na construção do PDI (plano individualizado), adaptação curricular, reuniões para discussões de casos, adaptação/adequação de materiais ou acessibilidade, adaptação/adequação de atividades ou aulas, orientações para práticas inclusivas na sala de aula e capacitações para os profissionais da escola.

8- Revisão e adequações dos projetos e objetivos

Quais são os serviços na prática? 

Ao adquirir a assessoria, você terá um contrato de mensalidade para a prestação de serviço em vigor, de acordo com as organizações do projeto enviado e firmado com a assessora. A assessoria é personalizada e continuada através de meios de contato estabelecidos no projeto firmado. Sendo assim, a família e a criança receberão assessoria para as tarefas estabelecidas no projeto por todo o tempo do contrato.

Quem pode se beneficiar? 

A assessoria familiar é indicada para famílias que possuem crianças e adolescentes com deficiência, atrasos no desenvolvimento, transtornos e/ou dificuldades de aprendizado.

Como começar:

Entre em contato pelo e-mail alice@inclusaoeficiente.com.br.